Admirar a Estação Ferroviária Madeira-Mamoré, deserta, logo de manhã, antes da saída dos barcos que farão passeios pelo Rio Madeira, é uma viagem no tempo. Dos mais de 350 quilômetros das estrada, apenas 27 podem ser percorridos.
O Estado sentiu os reflexos do Ciclo da Borracha que vigorou até o início do século e gerou a construção da estrada de ferro. Apenas em 1981, Rondônia foi transformado em Estado.
Porto Velho, a capital com 280 mil habitantes, espalha-se pela planície. A população é formada 80% por imigrantes, normalmente da Região Nordeste ou do sul do País, que foram para lá incentivados pelos programas do Governo para povoar a região.
Possui boa infra-estrutura para receber turistas, com hotéis de qualidade e restaurantes variados.
Na cidade, além da visita aos pontos históricos, como o Museu da Estrada de Ferro, as Caixas d'Água Três Marias e o Museu Estadual, as opções são em torno do Rio Madeira: a Praia de Santo Antônio é de fácil acesso. Outras opções são as lagoas próximas, como do Belmont, ou as praias dos Periquitos e Areia Areia Branca, ou lagoas distantes como a Cuniã, que fica dentro de uma reserva biológica e é o maior criadouro natural de peixes do Estado. Em cada canto de Porto Velho, sentem-se as presenças do Rio Madeira e da estrada de ferro. O primeiro, liga o Estado às duas maiores cidades da Região Norte, Manaus e Belém. Depois de passar por Rondônia, o Madeira corta milhares de quilômetros de selva e vai desaguar no Rio Amazonas, para frente um pouco de Manaus - de lá pode-se prosseguir a viagem de barco para Parintins, Santarém ou mesmo Belém. Já a estrada de ferro foi a responsável pela fundação de Santo Antônio, que surgiu antes de Porto Velho.

Estado brasileiro localizado na região Norte. Tem como limites: Amazonas (N), Mato Grosso (L), Bolívia (S e O), e Acre (O). Ocupa uma área de 238.512,8km2. Sua capital é Porto Velho.
Suas cidades mais populosas são: Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena. Seu relevo é suavemente ondulado; 94% do território encontra-se entre as altitudes de 100 e 600m. Madeira, Ji-Paraná, Guaporé e Mamoré são os rios principais. O clima é equatorial e a economia se baseia na agricultura (café, cacau, arroz, mandioca, milho) e no extrativismo (borracha, madeira, minérios).
Somente algumas missões religiosas se haviam aventurado pela região até o século 17. Com a descoberta do ouro no vale do rio Cuiabá, no século 18, os bandeirantes começaram a explorar o vale do rio Guaporé.
Um fator importante para a colonização foi o auge do ciclo da borracha, no final do século 19, quando muitos nordestinos migraram para a área. O início da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, em 1907, constituiu outro impulso para o povoamento.
Em 1943, foi criado o Território Federal de Guaporé, em terras desmembradas do Amazonas e do Mato Grosso. O território recebeu o nome de Rondônia em 1956, em homenagem a Cândido Rondon, o desbravador da região.
A descoberta de cassiterita estimulou a economia local e, em 1981, Rondônia tornou-se Estado. Já naquela época, milhares de famílias que viviam na região aguardavam a distribuição de terras pelo Incra, situação que ainda não encontrou uma solução definitiva.
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